É Natal em Nova Iorque

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Há 6 anos, por esta altura, conheci Nova Iorque. Agora, procurando as palavras para descrever aqueles dias, a ideia de que as imagens valem mais do que as palavras faz todo o sentido. A nossa viagem foi adiada em 24 horas, por causa de um nevão em Nova Iorque que “fechou” o aeroporto de Newark.

Chegar a Manhattan é como entrar num filme, ainda para mais em época de Natal. Para qualquer lado para onde olhemos, há qualquer coisa de familiar, guardado algures num recanto da memória. Eram tantas as coisas que queríamos mesmo fazer, que optámos por criar uma agenda, ao mesmo tempo que nos mentalizámos para andar muito a pé. Muito é mesmo muito! Contudo, vale a pena, desde que bem agasalhados (faz muito frio), a cidade é plana e tem sempre muito para descobrir.

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Eu queria patinar no gelo. Nunca tinha experimentado e fazê-lo, pela primeira vez, no Rockefeller Center, foi fantástico. A pista começa a funcionar em Outubro e está aberta até Abril. Não é barato, a entrada custa cerca de 25€ e o aluguer dos patins são mais 12€. É aqui que podemos ver a gigantesca e mítica árvore de Natal de Rockefeller, devia ter uns trinta metros de altura, dizem que são mais de trinta mil lâmpadas a iluminá-la. Ah, só caí uma vez! 🙂

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É de borla e é obrigatório: o Central Parque estava pintado de branco. O cenário de tantos filmes que fizeram e fazem parte das nossas vidas é exactamente como vemos, mas melhor! Por lá andam os esquilos e as brincadeiras das famílias na neve, entre os muitos cantos e recantos românticos e encantados. São mais de três mil quilómetros quadrados e é uma espécie de paraíso entre os gigantescos arranha-céus.

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Sempre que a temperatura e cansaço convidarem a uma pausa, existe um Starbucks e outros similares em cada esquina, onde se reforçam energias para mais uns quilómetros de caminhada.

Há quem faça passeios de charrete junto ao Central Parque, mas com o termómetro perto do zero, não fiz e não aconselho.

Sugiro, isso sim, um dos muitos musicais em cena na Broadway. Espectáculos no sentido mais amplo do termo, em que se sente uma predisposição permanente para o entretenimento de quem pagou bilhete (e não pagou assim tão pouco).

 

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Na altura, estava em cartaz o musical do Homem Aranha, musicado pelos U2, e que apresentava uma série de inovações, com atores a sobrevoar a plateia e outro tipo de curiosidades. Adorei. Outro dos benefícios de uma cidade como Nova Iorque é poder ver atuar ao vivo os maiores nomes de Hollywood, que fazem temporadas com peças escolhidas a dedo. No Broadhurst Theater, estava “O Mercador de Veneza”, de Shakespeare, com o grande Al Pacino no papel principal. Conseguimos lugar num balcão e foi incrível.
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Times Square é a azáfama que se conhece, com todos aqueles ecrãs gigantescos, cartazes dos blockbusters do momento, publicidades às quais é impossível fugir. Quem por ali vi passar  tinha em si a excitação de quem se prepara para o grande espetáculo da sua vida. Inquietas, entusiasmadas, entre uma foto e outra, onde a rapidez humana se sobrepõe à máquina –  ironicamente – as pessoas tentam absorver tudo que as rodeia, como se estivessem no meio de um jogo de flippers, sacudidos pelo impacto das vozes, das imagens, do ruído do automóveis misturado com as músicas de Natal e do limpa Neves – que tentava abrir o caminho para aqueles que não podiam esperar . Tudo era mágico e enorme, cheio de cor, havia pessoas mascaradas de super heróis e outras a tocar pelas ruas.

 

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Subir ao Empire State Building é obrigatório. São 102 andares, compensados por uma vista deslumbrante sobre a cidade que nunca dorme. É pago e não é barato, tem apertadas medidas de segurança, mas é uma experiência para a vida.

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Tal como ir à ilha da estátua da Liberdade. A viagem demora cerca de 20 minutos num ferry (cuidado com o vento cortante – já vos falei em agasalhos) 🙂

 

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Tenho pena de não ter conseguido ir à ponte de Brooklyn, só a vi ao longe. Vou gostar de lá ir um dia, num daqueles passeios de domingo, com calor.

Escolher um dos consagrados Museus a visitar não é tarefa fácil. Fomos ao Museu Nacional de história Natural, que os miúdos – e não só – adoram por causa dos esqueletos de dinossauro e ao Moma (Museum of Modern Art), onde entre centenas de outras obras está este Gold Marilyn Monroe, que Andy Warhol, criou em 1962, pouco tempo depois da morte da atriz.

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Num contexto totalmente diferente, quisemos espreitar o Madame Tussauds, que fica na 42 entre a sétima e a oitava avenida. Há figuras em cera para todos os gostos, desde estrelas de Hollywood, a líderes políticos e desenhos animados. Aqui fizemos uma viagem divertida – como, aliás, as imagens demostram. Creio que está aberto todos os dias do ano, à exceção da noite de passagem de ano.

 

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E já que estamos em Nova Iorque, há que aproveitar os saltos e as visitas às lojas que por cá não temos. A Victoria’s Secret fez parte do roteiro.

 

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Confesso que também fui à Fao Scharwz da Quinta Avenida, uma das maiores e mais antigas lojas de brinquedos do mundo, onde qualquer adulto que se preze volta a ser criança – e que em 2015 anunciou que ia fechar as portas. Ficava muito perto do Central Parque, logo ao lado da loja da Apple, onde há outro tipo de brinquedos. 🙂

É justo que vos fale da qualidade dos restaurantes e do atendimento sempre preocupado com o bem estar do cliente. Tudo é organizado para que nos sintamos bem. De Nova Iorque ficam todas as imagens, dos ecrãs gigantes ao esquilo que nos vem cumprimentar, enquanto bebemos um café, num banco de jardim. Quando penso na cidade, onde moram todos os sonhos, a minha mente é tomada pela agitação, de uma cidade abraçada pelos arranha-céus, onde somos os atores principais nos cenários dos filmes mais famosos de sempre. É Natal em Nova Iorque e eu estive lá. Inesquecível!

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4 thoughts on “É Natal em Nova Iorque

  1. Adorei ler o que viveu em Nova Iorque foi igual ao que senti até o frio brrrr…tb.adorei ver o “Homem Aranha” …Enfim tenho de repetir mas agora no verão
    Bjs e Andreia bom ano 2017

  2. Andreia senti o mesmo quando a visitei Nova York. Através do cinema e não só é tudo tão familiar… também adorei!
    Beijinho e grande 2017 cheio de sucessos pessoais e profissionais

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